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G1 - http://g1.globo.com/
30/07/2018
Pesquisadores registram baleia franca com filhote na costa de SP; video

Pesquisadores registram baleia franca com filhote na costa de SP; vídeo
30/07/2018 11h11 Atualizado 30/07/2018 16h11

Por Mariana Nadaleto, G1 Santos

Uma fêmea adulta e seu filhote nadavam nas proximidades do Parque Estadual Xixová-Japuí, entre São Vicente e Praia Grande.

Duas baleias da espécie franca foram avistadas por pesquisadores e mergulhadores na Baía de Santos, no litoral de São Paulo, neste domingo (29). Embarcações que seguiam em direção à Laje de Santos puderam avistar uma fêmea adulta e seu filhote, próximo ao Parque Estadual Xixová-Japuí, entre São Vicente e Praia Grande.

O mergulhador e biólogo marinho Eric Comin explica que é mais comum que baleias jubarte apareçam na região nessa época do ano, pois essa é uma rota de migração delas. "A franca é uma espécie que aparece, não é tão comum quanto à jubarte, mas ela aparece. Tanto que, nessa semana, apareceu em Ilhabela".

Para ele, que não vê uma baleia franca há quase três anos, foi um encontro muito gratificante. "A sensação é fantástica, incrível, um sentimento de realização. Cada vez que tenho um encontro desses, é maravilhoso, fico até sem palavras para descrever. Vale muito a pena trabalhar no mar".

O pesquisador Guilherme Kodja, do Megafauna Marinha do Brasil, também estava em uma embarcação e conseguiu avistar as baleias. Ele contou ao G1 que isso ocorreu por volta das 9h. De acordo com ele, essa espécie vive no sul do continente e, durante a temporada, também são muito vistas em Santa Catarina.

"Eu nunca tinha visto uma baleia franca. Nós saímos, e eu sempre costumo ir na proa da embarcação. Quando avistamos, tivemos a oportunidade de fazer os registros. Nós nos aproximamos na distância regular e fizemos a identificação. Reparamos na nadadeira peitoral, cabeça e nadadeira caudal. A fêmea adulta tinha entre 10 e 12 metros".

Ele ainda conta que, nesta semana, também foram vistas outras duas baleias dessa mesma espécie em llhabela, que estavam presas a uma rede. "Não sei dizer se eram as mesmas, mas as desta manhã não tinham nenhum sinal de rede. Estavam limpas".

Comin ainda reforça que uma de suas maiores preocupações em relação a esses animais marinhos é com as redes de pesca que são jogadas no mar da região. Ele teme que as baleias passem por elas, fiquem enroscadas e até se machuquem.

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