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G1 - http://g1.globo.com/
16/07/2018
Estado de SP registrou ate julho de 2018 mais do que o dobro de focos de incendios do mesmo periodo de 2017

Estado de SP registrou até julho de 2018 mais do que o dobro de focos de incêndios do mesmo período de 2017
16/07/2018 19h43

Por SP2 e G1 SP

Foram 1.240 focos entre janeiro e julho, contra 619 focos no mesmo período de 2017. Umidade relativa do ar chegou a 18% nesta segunda na capital.

O estado de São Paulo registrou mais do que o dobro de focos de incêndio em 2018 em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). De janeiro a julho deste ano, foram 1.240 focos, contra 619 focos, em 2017.

Nas últimas 48 horas, o estado de São Paulo aparecia como a terceira unidade da federação com mais focos de incêndio, com 90. Maranhão, no Nordeste teve 95, e Mato Grosso, 93.

Só nesta segunda-feira (16), o Corpo de Bombeiros atendeu 354 chamados de fogo em mato na Grande São Paulo.

Nesta segunda, a cidade de São Paulo entrou em estado de alerta com a umidade relativa do ar em 18%.

De acordo com o Inmet, no estado de alerta, as pessoas devem umidificar os ambientes com bacias, se hidratar e evitar a prática de esportes ao livre em certas áreas, nos horários de pico.

"É um índice ruim, especialmente para quem mora em grandes cidades. Porque a atmosfera seca também deixa as mucosas secas e ficamos em contato direto com os poluentes, fica mais difícil combater os microrganismos", afirma a meteorologista Helena Balbino.

Segundo a escala usada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade relativa do ar ideal é de 60%. A umidade entre 60% e 30% é considerada aceitável. Abaixo de 30% e acima de 20% já representa estado de atenção. Abaixo de 20% representa estado de alerta. Quando o nível de umidade relativa do ar fica abaixo de 12%, entra em estado de emergência.

Das 16h às 17h, a capital paulista registrou 18% de umidade, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O clima seco contribuiu para o incêndio que atinge o Parque Estadual do Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo. Segundo os bombeiros, um balão deve ter iniciado o fogo e a baixa umidade relativa do ar ajudou os focos de incêncio se propagarem. O incêndio atingiu aves e cobras da reserva ambiental.

"Não tem como este incêndio ter começado se não for por um balão. Os locais dos focos de incêndio não têm acesso humano, ou seja, o fogo não pode ter sido causado por uma bituca de cigarro, por exemplo", explicou o porta-voz.

De acordo com o Corpo dos Bombeiros, o incêndio começou por volta de 5h desta segunda . Às 17h, ainda havia um foco de incêndio perto da antena no Pico do Jaraguá, ou seja, o problema já durava 12 horas seguidas.

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