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07/09/2018
Alagoas desponta na criacao de areas publicas e particulares legalmente protegidas

Alagoas desponta na criação de áreas públicas e particulares legalmente protegidas
07 Setembro 2018 - 13:10

Com 65 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) o Estado de Alagoas praticamente dobra a quantidade de áreas legalmente protegidas nessa modalidade, considerada uma das mais importantes alternativas para preservação de remanescentes florestais. Os números expressivos foram conquistados em menos de três anos e indicam a possibilidade de crescimento.

Isso porque, conforme dados da Gerência de Fauna, Flora e Unidades de Conservação do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL), até o ano de 2015 haviam apenas 33 RRPPNs no Estado. "Entre 2015 e 2018 nós conseguimos criar mais 32, chegando ao número de 65", explica Alex Nazário, geógrafo e consultor ambiental do Instituto.

Ele explica que no período anterior a 2015, havia 4.047ha. De lá para cá esse número foi acrescido de 6.394ha, ou seja, aumentou em mais de 100% o tamanho da área protegida com esse tipo de Unidade de Conservação (UC), chegando a 10.440,7ha.

"Os números realmente são expressivos, mas se considerarmos o aspecto da proteção aos remanescentes florestais podemos ver que o maior ganho é para a manutenção dos nossos principais biomas, a Caatinga e a Mata Atlântica. Esse aumento é fundamental e se alinha com as discussões sobre a urgência em proteger o meio ambiente e aliar ao desenvolvimento sustentável", disse Gustavo Lopes, diretor-presidente do Instituto.

As RPPNs são criadas em áreas privadas, dentro do que prevê o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Entretanto, segundo Gustavo Lopes, uma das principais causas dos avanços encontrados na criação e gestão, tanto das UCs particulares como públicas, foi a criação, em 2016, do Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC), através da Lei 7776/16. "Nesse sentido também foi fundamental a atuação da Semarh", disse Lopes sobre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos.

Unidades de Conservação Públicas

O diretor-presidente comenta ainda que estão em fase de estudo a criação de Unidades de Conservação públicas, compreendendo os municípios de Penedo, São José da Tapera, Traipu, Maceió, Maravilha, Ouro Branco, Poço das Trincheiras, Canapi e Santana do Ipanema. Entre as modalidades em estudo estão, por exemplo, Parque e Área de Proteção Ambiental (APA).

Uma das ferramentas utilizadas para a gestão das UCs públicas é o chamado Plano de Manejo. Na área de Mata Atlântica, Segundo Alex Nazário o documento referente a APA de Santa Rita, por exemplo, foi revisado e passou a ser aplicado, nos últimos dois anos. Para a APA do Catolé e Fernão Velho houve o direcionamento de uma Compensação Ambiental para a elaboração do Plano.

Em relação a caatinga ele disse que o Refúgio de Vida Silvestre dos Morros do Craunã e do Padre, localizado no município de Água Branca, foi inserido em um acordo de cooperação entre o IMA e o Ministério do Meio Ambiente (MMA), através do projeto GEF Terrestre, para elaboração do seu Plano de Manejo.

por Redação

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